último ato de orgulho III

last act of pride III

joão oliveira

último ato de orgulho III

matriz de baixo relevo

gesso e ferro

35 X 150 X 25 cm

2016

utilizei a superfície do meu corpo como matriz de reproduções únicas, ação capaz de questionar o entendimento do que, costumeiramente, tomamos por uma matriz: uma superfície plana gravada. rompi sua bidimensionalidade, assim como “o próprio gesto de cortar a chapa de metal é uma linha aberta no plano, definindo relevos” e paisagens. “cicatrizes, orifícios, manchas, rugas são acidentes em platôs, montanhas e planícies”, desníveis, fossas, concavidades e rebaixamentos que esse corpo-matriz ergue. manancial de intensidades, vibrações e sulcos tatuados na carne, uma gravação, uma ferida que inscreve ‘se preferir, adoce.’. adoçar como sinônimo de abrandar o metal, tornar suportável a vida, persistir ao esquecimento, perseverar contra aquilo que oprime, tirar o peso, a fadiga...  do peito, dos ombros.

 

I used my body surface  as a unique reproductions matrix , an action capable of questioning the understanding of what's usually taken for a matrix: an engraved flat surface. I broke its two-dimensionality, just as “the very gesture of cutting the sheet metal is an open line in the plane, defining reliefs” and landscapes. “scars, holes, stains, wrinkles are accidents on plateaus, mountains and plains”, unevenness, pits, concavities and drawdowns raised by this body-matrix. spring of intensities, vibrations and grooves tattooed on the flesh, a recording, a wound that inscribes 'if you prefer, sweeten'. sweeten as a synonym for slowing down metal, making life bearable, persisting into oblivion, persevering against what oppresses, taking weight, fatigue ... from the chest, the shoulders.